VELOCIDADE
CUSTOS À primeira vista, as redes cabladas pa- recem mais económicas: praticamente todos os computadores vendidos nos dias de hoje incluem porta de rede Ethernet e os dispositivos de redes tra- dicionais são mais económicos do que os dispositivos para redes wireless. Mas há outros custos a considerar nas redes cabladas. Para começar, não nos podemos esquecer dos próprios cabos, que, quando são de boa qualidade (Cat 5 ou superior), têm um custo muito considerável. Depois existem os custos associados à “passar os cabos”, o que pode obrigar a operações complexas e dispendiosas em casa ou no escritório. Em alguns casos é necessário chamar o pedreiro e o pintor. Em geral, a instalação de uma rede ca- blada é mais onerosa do que a instala- ção de uma rede wireless, especialmen- te quando é necessário utilizar-se muito cabo. As redes cabladas normalmente são só mais económicas quando os computa- dores a ligar em rede estão todos na mesma divisão da casa e/ou escritório.
SEGURANÇA Um dos temas mais conte versos quan- do se fala de redes sem fios e uma das razões que tem travado a adopção deste tipo de redes, especialmente em empre- sas. Mas, felizmente, já existem várias técnicas para aumentar a segurança do wireless. A encriptação WPA e a filtra- gem por endereços IP ou MAC são dois bons exemplos de técnicas muito eficientes e fáceis de implemen- tar em qualquer rede. Para ambientes empresarias Velocidade: teoria e realidade existem ainda outras técnicas de con- trolo de acesso.
FUNCIONALIDADE Neste aspecto as vantagens do wireless são claras. Este tipos de redes são mais fáceis de instalar (não precisam de ca- bos) e muito mais práticas na medida em que dão uma maior liberdade de movimento aos utilizadores. Isto é espe- cialmente interessante para quem utili- za portáteis porque os computadores deixam de estar dependentes do cabo para acederem à rede.
O QUE ESCOLHER? As redes wireless são, sem dúvida, a melhor escolha para uma utilização do- méstica tradicional. Oferecem largura de banda suficiente para tarefas como troca de fi- cheiros de pequena e média dimensão, jogos, acesso à In- ternet e impressão através da rede. E, é claro, evitam os inestéticos e pouco práticos cabos. São especialmente úteis quando os dispositi- vos a ligar em rede não estão na mesma divisão da casa. Actualmente a seguran- ça é um falso problema se os utilizado- res perderem algum tempo na configu- ração da rede. Por outro lado, o cabo ainda é a melhor opção em sistemas críticos, que exigem grande largura de banda e segurança extrema. É, por exemplo, o caso dos profissionais da criação digital e de to- dos os outros utilizadores que trocam grande quantidade de informação atra- vés da rede. Para estes, a melhor solu- ção é uma rede cablada, de preferência de 1000Mbps (1Gbps). Por regra, quando não há qualquer van- tagem em utilizar o wireless, então é preferível utilizar o cabo e assim ganhar desempenho e diminuir os problemas de configuração, nem que para isso se te- nha de criar redes mistas (cabo e wire- less). Por exemplo, cada vez mais casas utilizam routers wireless para criar pe- quenas redes domésticas e distribuir o acesso à Internet por um PC de secretá- ria e um portátil. Nestas situações, se o PC estiver perto do router, então é prefe- rível ligá-los através de cabo e utilizar o wireless apenas para o portátil.
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