quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Internet com ou sem fio?

O mundo da informática está a ficar sem fios. Essa é a grande tendên- cia com a proliferação de tecnologias como o wi-fi e o bluetooth. As redes wi- reless vieram de facto trazer vantagens acrescidas em termos de funcionalidade e custos de instalação. É graças a esta tecnologia que as redes domésticas es- tão a proliferar, especialmente com o crescimento do número de casas com mais do que um computador e acesso à Internet em banda larga. Mas, apesar dos grandes avanços da tecnologia wireless, ainda existem situ- ações em que o melhor é optar por uma rede “cablada”. Apresentamos as van- tagens e desvantagens das redes wilre- less 802.11b/a/g e das redes com cabo Ethernet 10/100/1000Mbps.

VELOCIDADE Sem dúvida que as redes wireless actu- ais são rápidas quando comparadas com as primeiras redes sem fios. Mas os cabos ainda levam uma vantagem clara neste aspecto. Senão veja-se: os padrões wireless mais rápidos do mo- mentos são os 802.11g/a, com uma lar- gura de banda máxima de 54Mbps, en- quanto no cabo tradicional a velocidade máxima é de 1000Mbps. Embora existam produtos wireless que anunciam velocidades superiores a 100Mbps, estes dispositivos invariavel- mente utilizam tecnologias proprietá- rias, que dificultam a utilização de velo- cidade máxima. Em regra, a velocidade extra só é utilizável quando todos pro- dutos de uma rede sem fios são da mes- ma marca e série ou utilizam exacta- mente a mesma tecnologia de aceleração. E mesmo nestas circunstan- cias, a taxa de transferência real obtida pelos produtos mais rápidos situa-se entre os 40Mbps e os 50Mbps. A própria aliança Wi-Fi, que certifica a qualidade e interoperabilidade de pro- dutos 802.11, só reconhece as veloci- dades padrão de 11Mbps e 54Mbps. Do lado das redes cabladas, o formato mais comum (100Mbps) consegue atin- gir taxas de transferência de 70Mbps ou mesmo superior. E se se utilizar uma rede de 1000Mbps (cada vez mais vul- gares) então é possível obter-se taxas de transferência de algumas centenas de megabits por segundo. Valores comple- tamente inalcançáveis pelas actuais tecnologias de redes sem fios. Quando a velocidade é de extrema im- portância, o cabo ainda é a melhor solu- ção. É, por exemplo, o caso de utiliza- dores que utilizam frequentemente a rede para aceder e partilhar ficheiros de grande dimensão.

CUSTOS
À primeira vista, as redes cabladas pa- recem mais económicas: praticamente todos os computadores vendidos nos dias de hoje incluem porta de rede Ethernet e os dispositivos de redes tra- dicionais são mais económicos do que os dispositivos para redes wireless. Mas há outros custos a considerar nas redes cabladas. Para começar, não nos podemos esquecer dos próprios cabos, que, quando são de boa qualidade (Cat 5 ou superior), têm um custo muito considerável. Depois existem os custos associados à “passar os cabos”, o que pode obrigar a operações complexas e dispendiosas em casa ou no escritório. Em alguns casos é necessário chamar o pedreiro e o pintor. Em geral, a instalação de uma rede ca- blada é mais onerosa do que a instala- ção de uma rede wireless, especialmen- te quando é necessário utilizar-se muito cabo. As redes cabladas normalmente são só mais económicas quando os computa- dores a ligar em rede estão todos na mesma divisão da casa e/ou escritório.

SEGURANÇA
Um dos temas mais conte versos quan- do se fala de redes sem fios e uma das razões que tem travado a adopção deste tipo de redes, especialmente em empre- sas. Mas, felizmente, já existem várias técnicas para aumentar a segurança do wireless. A encriptação WPA e a filtra- gem por endereços IP ou MAC são dois bons exemplos de técnicas muito eficientes e fáceis de implemen- tar em qualquer rede. Para ambientes empresarias Velocidade: teoria e realidade existem ainda outras técnicas de con- trolo de acesso.

FUNCIONALIDADE Neste aspecto as vantagens do wireless são claras. Este tipos de redes são mais fáceis de instalar (não precisam de ca- bos) e muito mais práticas na medida em que dão uma maior liberdade de movimento aos utilizadores. Isto é espe- cialmente interessante para quem utili- za portáteis porque os computadores deixam de estar dependentes do cabo para acederem à rede.

O QUE ESCOLHER? As redes wireless são, sem dúvida, a melhor escolha para uma utilização do- méstica tradicional. Oferecem largura de banda suficiente para tarefas como troca de fi- cheiros de pequena e média dimensão, jogos, acesso à In- ternet e impressão através da rede. E, é claro, evitam os inestéticos e pouco práticos cabos. São especialmente úteis quando os dispositi- vos a ligar em rede não estão na mesma divisão da casa. Actualmente a seguran- ça é um falso problema se os utilizado- res perderem algum tempo na configu- ração da rede. Por outro lado, o cabo ainda é a melhor opção em sistemas críticos, que exigem grande largura de banda e segurança extrema. É, por exemplo, o caso dos profissionais da criação digital e de to- dos os outros utilizadores que trocam grande quantidade de informação atra- vés da rede. Para estes, a melhor solu- ção é uma rede cablada, de preferência de 1000Mbps (1Gbps). Por regra, quando não há qualquer van- tagem em utilizar o wireless, então é preferível utilizar o cabo e assim ganhar desempenho e diminuir os problemas de configuração, nem que para isso se te- nha de criar redes mistas (cabo e wire- less). Por exemplo, cada vez mais casas utilizam routers wireless para criar pe- quenas redes domésticas e distribuir o acesso à Internet por um PC de secretá- ria e um portátil. Nestas situações, se o PC estiver perto do router, então é prefe- rível ligá-los através de cabo e utilizar o wireless apenas para o portátil.

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